Modelos de negócios provocadores são emblemáticos em nossa geração. Ainda assim, continuam pouco compreendidos, ao mesmo tempo em que transformam a paisagem competitiva nas indústrias. Business Model Generation oferece ferramentas poderosas, simples e testadas para compreender, projetar, retrabalhar e implementar modelos de negócio.
Olá : )
Agora vamos conhecer um modelo de negócio que está sendo bastante disseminado graças ao livro Business Model Generationv- Inovação em Modelos de Negócios, escrito por Alexandre Osterwalder & Yves Pigneur.
"Você está segurando um
livro para visionários, inovadores e revolucionários que se esforçam para
desafiar os modelos de negócios ultrapassados e projetar os empreendimentos de
amanhã." É assim que começa o ousado, inovador e pretensioso livro Business Model Generation. A inovação já
começa na sua confecção. O livro é um desdobramento da tese de doutorado de
Alex Osterwalder. Ele e Yves Pigneur lançaram a ideia original na internet e
contaram com a colaboração de mais de 470 pessoas em 45 países, inclusive no
Brasil, para finalizar a obra. Todos os colaboradores recebem os devidos
créditos, de acordo com sua ordem de inscrição na iniciativa. Porém, sem ordem
alfabética, fica difícil buscar os nomes na lista. Outra inovação importante
está na forma do livro, diferente dos modelos tradicionais. As dimensões não
são convencionais, e os autores contaram com os serviços de design de Alan Smith para deixar o livro
com visual atrativo e intencionalmente fora do padrão.
A motivação pelo tema,
segundo os autores, são a superficialidade e a divergência de entendimentos
sobre o conceito "modelo de negócios". Em pesquisa publicada em 2005,
os autores mencionam ter recebido, entre 62 respondentes, 54 definições
diferentes para o tema. Por meio de pesquisa léxica em artigos acadêmicos com peer review, identificaram também que,
apesar de ter aparecido pela primeira vez em um artigo acadêmico em 1957, o
termo ganhou destaque somente na década de 1990, coincidentemente com a
ascensão da internet, das empresas ponto.com
e da Nasdaq. A origem do termo, portanto, possui relação com tecnologia.
O conteúdo traz interessantes
contribuições. Talvez a maior delas seja a de conseguir congregar conceitos
importantes de estratégia e inovação em um modelo simples e visual, chamado de Business Model Canvas. Trata-se de uma
ferramenta para descrever como uma organização cria, entrega e captura valor
ou, em outras palavras, descrever o seu modelo de negócios. Aparentemente
despretensioso, o canvas é composto
de nove blocos cuidadosamente selecionados e organizados. Cada um desses blocos
foi mencionado por pelo menos dois dos autores anteriormente citados, em seus
respectivos estudos sobre modelos de negócios. Os blocos carregam conceitos
importantes e conhecidos da comunidade acadêmica, porém pouco conectados entre
si na literatura, como recursos (oriundos da Resource-Based View) e atividades-chave (oriundos da Economia
Industrial). O modelo lembra também o diamante proposto por Hambrick e
Fredrickson no clássico artigo Are you
sure you have a strategy? (Academy of Management Executive, 2001), embora
apresente elementos adicionais e não contemple as ondas de implementação da
estratégia.

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